Chico Xavier visitou durante muitos anos um jovem que tinha o corpo
totalmente deformado e que morava num barraco à beira de uma mata.
O estado de alienado mental era completo. A mãe deste jovem era também
muito doente e o Chico a ajudava a banhá-lo, alimentá-lo e a fazer a limpeza
do pequeno cômodo em que moravam.
O quadro era tão estarrecedor que, numa de suas visitas em que um grupo
O quadro era tão estarrecedor que, numa de suas visitas em que um grupo
de pessoas o acompanhava, um médico perguntou ao Chico:
- Nem mesmo neste caso a eutanásia seria perdoável?
- Não creio, doutor, respondeu-lhe o Chico. Este nosso irmão, em sua última
- Nem mesmo neste caso a eutanásia seria perdoável?
- Não creio, doutor, respondeu-lhe o Chico. Este nosso irmão, em sua última
encarnação, tinha muito poder. Perseguiu, prejudicou e com torturas desumanas
tirou a vida de muitas pessoas. Algumas o perdoaram, outras não e o perseguiram
durante toda a sua vida. Aguardaram o seu desencarne (sic) e, assim que ele
deixou o corpo, eles o agarraram e o torturaram de todas as maneiras durante
muitos anos. Este corpo disforme e mutilado representa uma bênção para ele.
Foi o único jeito que a Providência Divina encontrou para escondê-lo de seus
inimigos. Quanto mais tempo aguentar, melhor será. Com o passar dos anos,
muitos de seus inimigos o terão perdoado. Outros terão reencarnado.
Aplicar a eutanásia seria devolvê-lo às mãos de seus inimigos para que
continuassem a torturá-lo.
- E como resgatará ele seus crimes? Inquiriu o médico.
- O Irmão X costuma dizer que Deus usa o tempo e não a violência.
Por Weimar Muniz de Oliveira
(Revista Reformador, Outubro de 1994, p. 297.)

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