Quando o homem se faz dócil à inspiração superior, sintoniza, naturalmente,
com o programa que lhe cumpre desenvolver, recebendo a ajuda que flui do
Alto e tendo diminuídas as dificuldades que lhe são provas de resistência na
luta e desafios aos valores morais.
É certo que os Espíritos Bons não podem mudar os mapas cármicos dos seus
pupilos e afeiçoados, candidatando-os à inoperosidade, ao atraso. Todavia,
quando os vêem a braços com provações mais severas, interferem, auxiliando-
os com forças edificantes com que aumentam as suas resistências, a fim de
lograrem as metas que lhes constituem vitória.
Outrossim, encaminham cooperadores e amigos que se transformam em
alavancas propulsionadoras do progresso, distendendo-lhes mãos generosas
dispostas a contribuir em favor do seu êxito.
Da mesma forma que as interferências perniciosas neles encontram ressonância,
em face das afinidades existentes com as paixões inferiores que lhes caracterizem
o estado evolutivo, tão logo mudem de objetivos, aspirem aos ideais de enobre-
cimento e ajam de acordo com a ética do bem, a eles se associam os operosos Mensageiros do Amor que os estimulam ao prosseguimento, renovando-lhes o
entusiasmo, amparando-os ante os naturais desfalecimentos e inspirando-os na
eleição correta do roteiro a seguir.
[...] Toda e qualquer obsessão é sempre resultado da anuência consciente ou não
de quem a sofre, por debilidade moral do Espírito encarnado, que não lhe antepõe
defesas ou por deficiências do comportamento que propiciam o intercâmbio, em
razão da preferência psíquica que apraz ao mesmo manter. [...]
Manoel Philomeno de Miranda

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